.

Existe uma ponte por onde caminha

de olhos fechados e peito aberto

alguém que nem feliz nem triste 

insiste em observar 

aquilo que se move diante de tudo

O corpo presente sem reação 

equânime, em plena contemplação 

dilata a pupila alerta

A mente controlada, aberta 

assim como o peito a cada inalação

Dissolver-se é ter textura de horizonte

Diante dos olhos olhar-se sem véu

Se atravessar como se fosse ponte

Desfazendo a pele como casa do eu 

Entre tudo, entretanto 

esse alguém por hora

 reside no aqui, agora:

lugar onde a poesia paga aluguel

Na rima de dentro e fora 

o corpo acordado aflora

flutuando entre a terra

e o céu

.

*

. Poesia por Sem território .

. Fotografia de capa por Tanto Mar Fotografia .

. Ásana: Chakrasana (Postura da ponte) .

 

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