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A memória fraca faz com que ela não saiba bem do que se trata a saudade. Aquela sensação de vazio e distância de algo que vibra junto com a gente compartilhando vida no mundo.
Ela é do tipo volátil, que muda a cada segundo como se coubessem várias dentro de si. Aprendeu a fluir com o movimento espontâneo. Daqueles que só o coração conhece.

Age como quem pula os precipícios de braços abertos e olhos fechados. Se abisma a cada segundo com o mesmo. Se repete infinitamente sem se cansar de si mesma. Carrega em suas antigas histórias, as canções e direções que teria aprendido quando criança.

Mesmo que não se lembre, ela sabe.

Se recusa a fazer planos, porque se move pelo que sente. E só quem sente demasiadamente é que sabe do que se trata fluir acreditando naquilo que explode o peito. E mesmo que não saiba pra onde está indo, nem como nem porquê… Apenas continua e continua aberta as surpresas que os caminhos podem oferecer.

Desapego…

São os benefícios indiscretos de quem tem falha na memória: Saber que a estrada se abre pra que a gente caminhe sem medo da vida. E não o contrário… Que a vida sabe o que faz, mesmo que nossa cabeça não saiba… Que a vida não se trata de acumular nada, nem coisas nem memórias que nos definem em um tempo que não existe mais.

Ela me ensina que a vida se trata de esquecer.

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Sim, to falando da Dory. Aquela do Nemo… Uma de minhas grandes inspirações. ♥

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. Texto e fotografia de capa por Sem território .

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