.

Ei hermana(o)!
Não se leve tão à sério
De tudo que sabes sobre as coisas
Ficarão nas coisas
Depois que teu ir chegar
Nada há de restar
No bolso ou em qualquer lugar
Dessa melodia imensa que é viver
Tão brevemente
Como um suspiro longo no escuro

Ei hermana(o)!
Sobre os nomes que queres
Nos papéis bem carimbados dos deveres
De que são feitos eles?
Se não de tinta e fibra de uma árvore antiga, já ida como você, ali

Pra que servem?
Correto, cômodo
Seguro, estável… melhor
De que é feito aquilo que lhe é certo?
Se não de um sangue que corre musicado
Desde teu nascimento
Até quando cansar
E cansa

Ei hermana(o)!
Nada além desse silêncio inseparável existe pra além de tudo que vai
Que sentido faz apegar-se à um grão de areia preso nas mãos?
Deixa passar… anuviai

Ei… Lembra de ouvir o vento
De dançar sem jeito
De sentir os cheiros de olhos fechados
Lembra de desarmar a cara
O peito e o tempo
Permitir que o instante se revele imenso
Feito asa de borboleta nascida ao relento

Ei hermana(o)!
Não se leve tão à sério
Se nosso único destino certo é perecer (pra Ser…)

Ei hermana(o)… sente (((♡)))

S.S.

.

*

. Poesia por Salinê Saunders/ Por escrito por favor .

. Fotografia por Sem território .

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