. ateliê: dias de silêncio .

.

Ateliê:

Lugar onde o corpo pede palavra nova.

Hoje, meu corpo só pede silêncio. E essa é a palavra mais difícil que existe. Porque pra se ter silêncio é preciso que eu aceite meus ruídos internos. MASCARA-6E não costumo falar a mesma língua de meu corpo. É como se fôssemos de territórios divergentes.

Em minha boca tem dormido gritos que não dei há muito tempo. E esses se tornaram sintomas inflamados entre as vértebras.

Típico de palavras presas. Típico de quem vive uma guerra.

Ou de quem costuma caminhar querendo olhar o próprio umbigo. Pesando a cabeça à frente, observando os pés enquanto caminha.

Como quem observa as palavras flutuando no espaço enquanto fala sobre si mesmo.

Dias de silêncio me lembram gritos de cigarras explodindo a própria pele. Me lembram que a pele é só mais uma casca do corpo. E o corpo, casca frágil de silêncios.

.

.

.

*

Máscara inseto.
. Nanquim e lápis de cor com ponta tricolor
. papel montval 300gm, 21x30cm
. original disponível
. visite nosso ateliê.

*

. Texto e ilustração por: Sem território .

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s