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De todo modo, parece que liberdade é o desapego das coisas mesmo… de todas as coisas…  Desapego do outro, do mundo, das coisas que se afirmam como inevitáveis, como imprescindíveis. Desapego de qualquer conceito. Desapego de si mesmo, dessa ideia de ter que definir-se pra si ou para o outro. Deixar passar… porque tudo passa mesmo, né?

Pra alguns, liberdade nem existe, e eu até entendo… essa coisa das palavras, dos sentidos que damos ao mundo com elas é das piores prisões. Pra todo caso, entre os limites e deslimites da palavra liberdade, há quem acredite também que liberdade é simplesmente sair por aí sem caminho certo… andando como andarilho de caminhos inexistentes, correndo ou voando, vai saber…

Há quem acredite na liberdade como a nudez do corpo. Não do corpo biológico, não da ausência de roupa ou qualquer coisa que seja pra esconder o que não se quer mostrar, mas a nudez de não ter o que esconder, de não temer em mostrar nada e tudo ser. Há quem acredite que liberdade é não ter medo do ridículo também… vai saber.

Sei lá, talvez a maior prisão seja essa: se apegar ao conceito de liberdade ou se apegar à liberdade como conceito impraticável e dizer-lhe como palavra, e praticar-lhe como palavra dita. Porque falar é fácil… e por isso todo mundo não para de falar…

De todo modo: desculpe a falta de sentidos. Mas em mim liberdade é verbo e não se conjuga no tempo…

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