A conversa de hoje é com o querido Diego Cerqueira. Ele fala um pouquinho sobre sua experiência dentro da tradição do Yoga, sobre ser professor e como é experienciar o Yoga na Índia. É coordenador do Centro de estudos e práticas em Yoga, o CEPY, e organiza um curso de formação e capacitação com vários temas abordados e ótimos professores da área. Traz também sua experiência como pai, conta como foi o parto domiciliar e tem seu filho como grande inspiração. Acredita no Yoga como uma grande revolução e na simplicidade nos atos de amor como possibilidade de atuação no mundo. Esperamos que nossa conversa possa inspirar a vocês também… Boa leitura! 

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S.T. – Quem é Diego? Fale um pouquinho sobre você e o que você faz em seu dia-a-dia…

D.C. – Inicialmente gostaria de dizer que é uma honra e uma grande alegria conceder esta entrevista a um projeto tão lindo e especial quanto o Sem Território, faço votos que os caminhos de todos os envolvidos estejam abertos e que a caminhada seja repleta de luz e prosperidade!

Bom, sou neste momento, ao mesmo tempo, um pouco do que fui e do que potencialmente virei a ser. No equilíbrio entre essas duas polaridades tento o ser o melhor que posso a cada instante, num processo constante de construir e desconstruir…

Enfim, minha mãe dizia que desde muito cedo eu demonstrava ter muita energia, sabe aquelas crianças bem ativas que precisam de estratégias que canalizem sua potência para que não se percam em atos destrutivos?

Eu era um exemplo disso. Sorte a minha que a dona Lídia, baiana esperta que é, percebeu o contexto e logo me colocou no Judô (aos 6 anos de idade) este foi um marco importante na minha trajetória, na qual o corpo sempre se mostrou como um instrumento desencadeador de aprendizados significativos. Depois veio a primeira experiência com o Yoga, a graduação em Educação Física, as experiências com expressão corporal para crianças e um aprofundamento mais sólido na prática do Yoga.

Atualmente sou professor de educação física / expressão corporal / judô para crianças e yoga em cursos de capacitação, pós-graduações e aulas regulares (hatha yoga). Além disso coordeno o CEPY – Centro de Estudos e Práticas em Yoga.

Porém, para além deste panorama “profissional”, existe aquele que eu considero o meu papel principal hoje em dia: o de pai. Minha companheira Maristela e eu fomos agraciados em 2015 com a chegada do Gael.

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S.T. – Conta pra gente sobre a experiência de ter um filho… Como foi a experiência do  parto pra vocês? O que muda quando nasce um filho? O Yoga te auxilia de alguma forma nesse processo e nessa relação?  

D.C. – Michel Odent (médico, escritor) diz que: “Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer”. Assim, desde antes de saber que “estávamos grávidos”, o nosso desejo era criar as condições necessárias para que a criança chegasse a esse mundo da forma mais acolhedora e respeitosa possível. Foi por isso que escolhemos o parto domiciliar planejado. Ter o nosso bebê no ambiente acolhedor de nossa casa, amparados pela competente equipe do antigo grupo Luar (atual grupo 4 apoios) foi de longe a melhor escolha que poderíamos ter tomado.

O parto foi… digamos assim…. UM PARTO! Foi longo e intenso, mas a minha companheira demonstrou muita força, determinação e amor. O meu papel foi estar o tempo todo ao lado dela apoiando-a e relembrando-a o real motivo de estarmos passando por aquilo. No fim deu tudo certo, o Gael veio ao mundo forte, lindo, saudável e sem sofrer nenhuma intervenção médica desnecessária.

No meu caso o nascimento do meu filho mudou o meu Mundo, é todo um Universo novo que se apresenta. Hoje posso dizer que ele é a minha principal inspiração para ser um ser humano melhor.

O Yoga foi muito importante neste processo todo. No aspecto físico a prática de hatha yoga proporcionou uma boa base de consciência corporal e respiratória para a Maristela. No meu caso, além dos benefícios anteriores, a prática fez com que eu estivesse presente, cultivando um estado de equanimidade para transmitir tranquilidade e segurança para minha companheira.

Além disso, um dos princípios do Yoga foi fundamental nesta história toda: Ishvara Pranidhana (entrega à Deus). Ou seja, quando nos abstemos do pseudo-controle que julgávamos ter e exercitamos o real significado da palavra ‘entrega’ tudo começou a fluir e o processo ficou mais leve.

 

S.T. – E a humanidade… que bicho é esse?

D.C. – Segundo os Vedas estamos na Kali Yuga (Era das sombras) e para mim isso já diz muita coisa. Eu tenho o privilégio de estar rodeado de pessoas muito conscientes com ideias e condutas que respeitam a harmonia da vida. Ao mesmo tempo, tenho total consciência que este cenário luminoso ainda é minoritário. Boa parte da humanidade está mergulhada em um período de muita ignorância e sofrimento. E o mais triste é que a maioria das pessoas nem se dão conta disso, acreditando ser “natural” uma vida repleta de violência, poluição e medo.

Enfim, apesar de todo esse potencial destrutivo que está em evidência atualmente prefiro acreditar e focar na bondade e no potencial criador da humanidade.

 

S.T. – O que é uma vida de Yoga? O que te levou ao encontro desta tradição?

D.C. – A busca por estar alinhado ao meu propósito essencial (dharma) cria o impulso necessário para que eu possa me aproximar e me expressar a partir da minha verdadeira natureza. Acredito que este processo contínuo se configura uma vida de Yoga.  O encontro com o Yoga, a princípio, foi um desejo de colher os benefícios psicofísicos da prática, depois eu percebi que este encontro foi, na verdade, uma necessidade de reencontro comigo mesmo

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S.T. – Como é ser professor de Yoga? O que mais te estimula e quais as maiores dificuldades deste trabalho?

D.C. – Transmitir uma tradição milenar como o Yoga é uma responsabilidade enorme. Sempre procuro lembrar de como este conhecimento é precioso e merecedor de reverência e respeito. Assim sendo, a humildade é fundamental, seja professor ou aluno, afinal, somos todos um pouco de mestres e aprendizes. Acredito que o mais complicado atualmente é ver as distorções que a prática de Yoga vem sofrendo. Esse distanciamento da essência acaba criando uma imagem errada do que é verdadeiramente esta tradição e consequentemente muitas pessoas acabam enxergando e procurando o Yoga através desta imagem distorcida. Enfim, para aqueles que procuram o meu trabalho, alguns podem até saírem desapontados por não terem encontrado o que estavam procurando (estética, ginástica, contorcionismos, etc). Porém, acredito que a grande maioria acaba se identificando com esta prática tão preciosa de harmonia e autoconhecimento.     

S.T. – Como você vive o Yoga em seu cotidiano e o que você aprende com isso a cada dia?

D.C. – Muitos alunos têm uma imagem romantizada do professor de Yoga, acreditando que se trata de um indivíduo que não se irrita nunca, ou que vive de prana e não precisa pagar contas…

Enfim, além de uma prática regular, procuro vivenciar os princípios do Yoga (Yamas e Niyamas) no dia-a-dia. Entretanto, o mais importante e, ao mesmo tempo, o mais desafiador (para um típico aquariano como eu) é o cultivo de um estado permanente de presença. A qualidade de presença a cada instante faz com que cada momento se torne sagrado, este é o estado de Yoga.   

S.T. – Qual a relação entre Yoga e cidadania?

D.C. – Levando-se em conta que o Yoga auxilia no desenvolvimento de um progressivo estado de lucidez. É de se esperar que, consequentemente, ocorra uma expansão de consciência em diversos níveis: social, político, ambiental…. Naturalmente este processo irá auxiliar no desenvolvimento de indivíduos mais conscientes do que é realmente importante para se viver uma vida em sociedade de forma sustentável.

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S.T. – Por que pensar o Yoga como uma prática subserviva/ revolucionária é tão importante?

D.C. – Costumo dizer que a minha principal prática subversiva é o Yoga.

Para entender este pensamento vou citar um trecho de artigo que escrevi recentemente:

 “No sistema atual, o conceito de tempo de qualidade virou praticamente sinônimo de produtividade que, invariavelmente, é direcionada a alimentar o próprio Sistema.
Me pergunto: é este o Sistema que eu quero alimentar? Um Sistema que se mostra em velocidade progressiva rumo ao colapso. Um Sistema que não prioriza a vida, mas a utiliza como um simples recurso, esgotando-a aos poucos.

Faço o convite à seguinte reflexão: Qual seria o efeito colateral para o indivíduo que conscientemente escolhe desacelerar, permitindo-se vivenciar em seu dia a dia alguns momentos de auto-observação, utilizando-se de técnicas que gradualmente o conduzem a um estado mais aguçado de consciência e lucidez?

 Talvez ele comece a enxergar a realidade que o cerca com um olhar mais claro e descondicionado. Com isso, talvez comece a nascer uma vontade sincera de não mais compactuar com as injustiças e explorações do sistema. Talvez, além de não compactuar, ele escolha sair da zona de conforto e fazer algo a respeito. Talvez ele tenha que nadar contra a maré e se deparar com críticas e olhares desconfiados. Talvez ele desenvolva uma forma de viver a vida, na qual outras pessoas são naturalmente contagiadas. Talvez ele perceba que não há necessidade desta caminhada ser solitária e espinhosa. Talvez ele encontre plenitude e liberdade, não apenas no final do caminho, mas sim em todo trajeto.”

Há quem diga que o amor é revolucionário, acredito que o Yoga também é.

S.T. –  O que é o CEPY? Fale mais sobre o curso de capacitação e aprofundamento em Yoga que vocês promovem… Tem turma nova abrindo? Como faz pra participar?

D.C. – A ideia do Centro de Estudos e Práticas em Yoga (CEPY), enquanto projeto colaborativo, surgiu a partir da criação do Curso de Aprofundamento em Yoga em 2014, no qual diversos professores, especialistas em áreas específicas e pertinentes ao Yoga, foram convidados a contribuir, cada um com o seu precioso conhecimento, de forma a estruturar um curso muito bem fundamentado e alinhado aos reais princípios do Yoga.

 Desta maneira, foi necessário criar um núcleo de expansão dos diversos conhecimentos relacionados ao Yoga que possibilitasse uma pesquisa confiável e disponibilizasse uma fonte segura de estudo. Com o tempo o CEPY está se tornando uma verdadeira comunidade, formada por alunos e professores, interessados em investigar e vivenciar o Yoga em sua plenitude.

Nos últimos anos intensifiquei profundamente a minha investigação acerca do Yoga. Isso me possibilitou criar um Curso de Capacitação que, ao mesmo tempo, está adequado à sociedade que temos hoje, porém, alinhado a esta tradição milenar. Para compor o corpo docente busquei professores experientes e capacitados dispostos a transmitirem aspectos específicos do universo do Yoga.  Em 2015 formamos um grupo incrível, agora estamos no processo de formação da turma-2016. 

S.T. – Que dicas importantes você daria àqueles que estão interessados em serem futuros professores de Yoga?

D.C. – Praticar/Estudar – Praticar/Estudar – Praticar/Estudar – Praticar/Estudar – Praticar/Estudar

E vice- versa…

Parece brincadeira, mas não é! Aquele que deseja transmitir os ensinamentos do Yoga precisa antes mergulhar e vivenciar profundamente este universo. A partir deste processo, o “futuro professor”, além de compreender, irá sentir o que é realmente o Yoga, e assim, poderá transmiti-lo adequadamente.

Para que este processo de aprimoramento seja realmente efetivo é fundamental, além do comprometimento do aluno, a busca de um bom curso de capacitação e que os professores envolvidos neste projeto/curso sejam engajados e experientes.

S.T. – Como foi experienciar o Yoga na Índia?

D.C. – Na Índia a cada instante o contraste é uma constante…

Existe uma definição de Yoga muito bela na Bhagavad-Gita: “samatvam yoga ucyate”  – Yoga é a equanimidade da mente  (B.G. 2.48).

Para quem está buscando se aprimorar na prática da equanimidade, a Índia é um local excelente, visto que os estímulos aos cinco sentidos e a oscilação de opostos é enorme. Este panorama pode levar o visitante ocidental a oscilar de forma recorrente entre prazer e aversão.

Com tempo e a passagem em diferentes cidades, fui buscando um equilíbrio entre o encantamento e a neutralidade do meu olhar. Após incontáveis templos e monumentos, a purificação no Ganges, caminhadas ao redor dos Himalaias, a visita à residência do Dalai Lama, percebi que o Yoga estava ali no cotidiano, no ar que eu respirava e no chão por onde eu andava. Enfim, o aprendizado foi ampliar e vivenciar esta percepção em qualquer lugar onde eu estiver…

Depois deste primeiro momento “peregrino”, fui para a cidade do instituto em que eu estudei, Kaivalyadhama College of Yoga. Foram praticamente dois meses de estudos e práticas que iam das 5h30 às 19h, de segunda à sábado. Intenso, transformador e libertador.

Neste período, conheci pessoas incríveis, aperfeiçoei a minha prática e entrei em contato com conhecimentos preciosíssimos através de uma fonte segura e confiável.

Costumo dizer (quando se trata de Yoga) que foi um período muito desconstrutivo…    

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S.T. – Qual a sua relação com a morte?

D.C. – Busco ter uma relação natural com a morte, afinal de contas, a morte do corpo físico é uma etapa inerente aos ciclos da vida. Para que a morte seja encarada realmente como um processo natural é necessário internalizar que a vida é cíclica e que morrer não é o fim absoluto, mas a porta de entrada para um novo início.

No Yoga temos a oportunidade de experienciar um pouco da morte do corpo físico ao praticarmos shavasana (postura do morto). Deitado em contato profundo com o chão, entregando-se e desapegando-se daquilo que passou e do que ainda não veio, despindo-se de identificações, crenças e condicionamentos, o praticante (sadhaka) morre para tudo aquilo que ele julgava ser para ficar “apenas” com aquilo que ele realmente É.  

É claro que este exercício de naturalidade da morte irá depender de vários fatores externos, como proximidade, causalidade, o nível de apego, pois, assim como morrer é natural, também são as emoções humanas.

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S.T. – Como é o seu processo de criação de escrita? Pensa em publicar livros algum dia?

D.C. – Na verdade, não sei bem como descrever este processo, só sei que não existe uma regra específica. Os temas vão sendo projetados em minha mente e num primeiro momento, existe uma espécie de “diálogo interno”. Se eu tenho tempo e inspiração sento e escrevo, inclusive, porque o ato de escrever, além de estimular a minha criatividade, me ajuda a sair do plano mental. Sobre a publicação de livros, não tenho esta pretensão neste momento, porém, nunca se sabe.

S.T. – Qual a sua palavra favorita? Por quê?

D.C. – Plenitude… nela está contida tudo o que eu mais valorizo (amor, liberdade, harmonia, prosperidade, compaixão, saúde, paz…)

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S.T. – Quais suas maiores inspirações?

D.C. – Procuro, cada dia mais, ampliar o meu leque de inspirações, desde os grandes mestres que contribuíram para a evolução da humanidade, até a criança desconhecida que com seu olhar repleto de vida fresca renova a minha esperança em um mundo melhor.

Mas como disse anteriormente, a minha principal fonte de inspiração e motivação é o meu filhinho.

S.T. – O que você faz em seu dia-a-dia que te torna uma pessoa cada vez melhor?

D.C. – No geral, procuro amenizar os impactos ambientais causados pela minha existência aqui na terra. Busco, através da minha alimentação e do meu consumo geral, não compactuar com as violências deste sistema. Procuro ser um bom pai e um bom companheiro.

Enfim, busco estar alinhado com aquilo que eu transmito.

S.T. – O  que você faz em seu dia-a-dia que torna o mundo um lugar melhor?

D.C. – Por acreditar na simplicidade dos pequenos atos de amor, vou ficar com a resposta anterior, pois o que cada um de nós fazemos em pequena escala se reflete de forma sistêmica.

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S.T. – Você teria algum projeto, pessoa ou ideia que gostaria de ser visto divulgado por nós? Por quê?

D.C. – Maristela – CNV – “A Comunicação Não-Violenta nos convida a investigar novas formas de comunicação e relação, emparceria, com compaixão, pessoal esocialmente engajada. Baseada em princípios humano universais tais como paz, amor, autonomia, dignidade, autenticidade e liberdade, a Comunicação Não-Violenta focaliza nossa atenção no coração, no sentido por trás das nossas ações e de nossas palavras, lá onde pulsa nossa humanidade compartilhada, facilitando a redescoberta da cooperação e o empoderamento pessoal e fomentando a criação de relações de confiança mútua e parceria.”;cnv.ctba@gmail.com – conscienciacomunicativa.blogspot.com.br

Nitiananda Fuganti – Casa MãeA Casa Mãe é um espaço dedicado especialmente às gestantes, mães e bebês. Desde a preparação para engravidar, até os primeiros anos do bebê, a Casa Mãe oferece serviços e produtos que visam promover saúde, bem-estar e confiança para dar à luz e maternar!” – http://www.casamae.com.br

Talita – Casinha AmarelaA Casinha Amarela é um espaço preparado para receber crianças de 01 a 07 anos de idade, possibilitando que estas desenvolvam e trabalhem, a seu tempo, suas verdadeiras necessidades. Valorizando a autonomia de cada indivíduo em correlação com a natureza, para que a aprendizagem se faça de dentro para fora.
Na Casinha os pais se reúnem, com as crianças e as observam sempre respeitando suas atividades individuais. Somente as acompanham se elas pedirem, sem dirigir, estimular ou sugerir brincadeiras e atividades. Como a Casinha é um espaço preparado, tudo está disponível e ao alcance das pequenas mãos que lavam, cortam e moem, onde as crianças podem saborear depois as frutas, passar patês nos pães, lavar sozinhas suas mãozinhas, brincar com areia, ou nos balanços e escaladas, na bicicletaria ou jardinar, e também, por que não, faxinar o banheiro. https://www.facebook.com/groups/652076744889295/

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Para maiores informações sobre o curso de formação e aprofundamento em Yoga e inscrições, entre em contato pelo email: contatocepy@gmail.com

 

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Diego Cerqueira Rodrigues por Sem território.

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