. das mortes impensadas . da mistura indiscreta entre as dores e alegrias . das saudades incansáveis . um sorriso leve num corpo cheio de peso . o corpo pesado cheio de vidas . das intensidades . das palavras escritas . um diário . uma música sempre ativa dançando na ponta da língua . um livro marcado dentro da mochila . uma paixão . um amor . uma dança . um samba . um abraço . e muitos silêncios . dos silêncios . rudes silêncios . o da carne morta . depois de viva . depois de vívida . o da pele fria . depois e depois e depois… e depois? . sua cor é pálida . seu silêncio bruto . um ponto e vírgula . um susto . surto de poesia . e depois e depois e depois… e depois? . não importa tanto . o que importa mesmo é o tanto que se vive . nem o tempo importa . o que importa é a intensidade dos atos . a espontaneidade das rimas . o olhar que brilha ainda que cheio de caos . das metades que partem . das metates arrancadas . afastadas . que moem . que dóem . difusos . confusos . lágrimas engolidas pelo riso . e depois… e depois que o que importa é o que você deixa plantado . mais ainda do que o que colheu . porque levar… você não leva nada . e pra lugar nenhum . das vidas abstratas . das mortes concretas . a estranheza densa da simplicidade . da precisão tensa de um termo sem verbo . …porque viver não basta .

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