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vi o corpo dela no fundo do quintal. vi a pele como que pegando fogo, de tal maneira que ela se iluminava toda. vi o corpo dela acariciando a alma. vi o seu olhar por entre os olhos fechados da menina. vi a menina se entregar sem medo, encostada na parede, lá no fundo, como se o sol entrasse mesmo. pelas peles, poros do corpo, todo. e a menina se abria toda pra receber o sol. o sol queimava a perna, a cocha, com a calça encolhida entre os ventres. e os braços se esticavam reluzindo a brancura dos dedos, dos ombros. vi o corpo da menina se mexer, como quem sente o gozo. a menina estava fazendo amor com o sol. no fundo do quintal. tinha um rosto suavemente concentrado, tinha um gozo suavemente disperso, por se concentrar demais, e mais, e mais. em si. a menina recostava as costas suadas na parede. sentia o chão com a palma das mãos abertas. como ela… to da a ber ta a menina dela. quase nua. toda sua. a menina enfim, sorria. com o corpo inteiro quente. esparramado-ausente, como quem quase flutua. corpo e alma ali eram um só. aquilo era mesmo um orgasmo. múltiplo. como quem se derrete nu. e por inteiro.

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